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Importar malas de senhora da China para a Arábia Saudita: materiais, marcas e a armadilha da contrafação

O essencial

Para importar malas de senhora da China para a Arábia Saudita: evite qualquer produto que ostente uma marca que não lhe pertence, porque as alfândegas apreendem o contrafeito e responsabilizam o importador; especifique o material com rigor (pele natural ou PU e a respetiva espessura); inspecione a costura, os fechos de correr e os acessórios metálicos antes do embarque; exija um rótulo em árabe que indique o material e o país de origem; e programe o carregamento para, no mínimo, dois meses antes das épocas do Eid.

As malas de senhora estão entre as categorias de rotação mais rápida no mercado saudita, e a margem de lucro é aliciante porque o seu valor assenta no design e na impressão que causam, e não apenas no custo dos materiais. Mas é esta mesma categoria que acarreta o maior risco jurídico de tudo o que se importa da China — e a origem desse risco não é a qualidade.

O primeiro risco: a contrafação e as marcas registadas

Os mercados de Cantão estão cheios de malas que ostentam logótipos de marcas internacionais ou designs idênticos aos delas. O preço pode parecer uma oportunidade, mas é, na verdade, uma armadilha. A mercadoria que ostenta uma marca registada sem autorização do respetivo titular é considerada produto contrafeito, e o destino do carregamento, à chegada ao porto de Jidá ou de Damã, é a apreensão e a destruição. E a questão não se fica pela perda da mercadoria: estende-se à responsabilização do próprio importador e ao registo da ocorrência contra si.

O erro também não se limita ao logótipo visível. Os padrões distintivos registados, a forma do fecho e até a disposição das cores em algumas marcas são elementos protegidos. A regra segura: importe apenas designs neutros, ou designs que ostentem a sua própria marca. E, se está a construir a sua marca própria, registe-a na Arábia Saudita antes de a imprimir em milhares de peças.

O material: o que está realmente a comprar?

A maioria das malas importadas não é em pele natural, o que não constitui um defeito em si, desde que seja conhecido e declarado. O problema está em o fornecedor lhe vender «pele» querendo dizer outra coisa. Exija a especificação pelo nome:

  • Pele natural: indicam-se o animal, a camada (flor ou dividida) e a espessura. É a mais cara, a mais duradoura e a mais pesada.
  • PU: o mais generalizado. A diferença essencial entre o barato e o bom está na espessura da camada e no tipo de tecido de suporte que fica por baixo. O de má qualidade estala e descasca ao fim de alguns meses e, no calor de Riade e de Damã, isso acontece mais depressa do que num clima temperado.
  • PVC e tecido: para as gamas económicas e as malas de época.

Peça sempre uma amostra cortada que mostre o corte transversal do material, e não apenas uma fotografia da superfície. O corte revela a espessura e o suporte, e não há forma de o embelezar nas fotografias.

Onde falha a mala na prática?

Uma mala não é devolvida por a cor ser ligeiramente diferente, mas sim porque uma das suas partes se partiu. Os pontos de falha são conhecidos e podem ser inspecionados:

  • O fecho de correr: a principal causa de reclamações. Exija uma marca de fecho conhecida e indique-a pelo nome na ordem de compra, pois o fecho de proveniência desconhecida falha antes de todos os outros.
  • A ligação da alça ao corpo: é o ponto que suporta todo o peso. Verifique a fixação e a existência de reforço interior.
  • A costura: o número de pontos por centímetro, a retidão da linha e o remate das pontas do fio. Uma costura solta significa que a peça se desfaz ao fim de algumas semanas.
  • Os acessórios metálicos: exija um revestimento que não oxide. O suor e a humidade do litoral revelam depressa um revestimento de má qualidade.
  • O forro e o fundo: um forro fino rasga-se, e um fundo sem reforço cede com o uso.

Faça com que a inspeção pré-embarque inclua um teste de carga com um peso razoável sobre a alça, e a abertura e o fecho do fecho de correr várias vezes seguidas, numa amostra de cada lote. Estes dois testes simples revelam a maior parte dos defeitos.

A rotulagem e a embalagem

A mercadoria que entra na Arábia Saudita necessita de um rótulo identificativo claro que indique o material e o país de origem, e a presença da língua árabe é exigida no rótulo do produto exposto ao consumidor. Não deixe isto ao critério do fornecedor: envie-lhe o ficheiro do rótulo já pronto, com o texto, a cor e as dimensões, e peça uma fotografia do rótulo aplicado no produto antes da produção completa.

Quanto à embalagem: um saco de tecido-não-tecido para cada mala protege a superfície e valoriza a impressão no momento da venda; um enchimento interior preserva a forma; e uma caixa de cartão exterior cujos cantos não se esmaguem. A mala que chega amarrotada vende-se com desconto, por melhor que seja a sua qualidade.

A época e as quantidades

A procura de malas na Arábia Saudita sobe visivelmente antes do Eid al-Fitr, do Eid al-Adha e da época do regresso às aulas. O frete marítimo da China para Jidá demora habitualmente cerca de três a quatro semanas, às quais se somam o tempo de produção e o do desalfandegamento. Na prática: inicie a encomenda dois a três meses antes da época. A mala de época que chega depois do Eid vende-se por metade do preço.

E quanto às quantidades: comece por uma seleção limitada de modelos em quantidades médias, em vez de um único modelo em quantidade enorme. As malas são um artigo de gosto, e o verdadeiro teste ao design faz-se no mercado, não no catálogo do fornecedor.

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Perguntas frequentes sobre este tema

O que os clientes mais perguntam antes da primeira expedição ou do primeiro projeto técnico.

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A mercadoria que ostenta uma marca registada sem autorização do respetivo titular é tratada como produto contrafeito, e o que se espera é a sua apreensão e destruição no posto aduaneiro. A perda não se fica pelo valor da mercadoria e do frete, já que pode estender-se à responsabilização do importador e ao registo da ocorrência contra si, com efeitos nas suas operações posteriores. A regra segura é importar designs neutros ou que ostentem a sua própria marca, e registar essa marca no Reino antes de a imprimir na mercadoria.

Peça uma amostra cortada que mostre o corte transversal do material, e não apenas uma fotografia da superfície, porque o corte revela a espessura da camada de PU e o tipo de tecido de suporte que fica por baixo — os dois fatores que determinam a durabilidade real. O material de má qualidade estala e descasca ao fim de alguns meses, e o calor de Riade e de Damã acelera esse processo face a um clima temperado. Indique a espessura pretendida em número na ordem de compra e não se fique por uma descrição genérica como «qualidade excelente».

O fecho de correr encabeça a lista sem concorrência, seguido da separação da alça no ponto em que está fixada ao corpo da mala. Por isso, exija na ordem de compra uma marca de fecho conhecida, indicada pelo nome, e peça reforço interior nas ligações da alça. Acrescente à inspeção pré-embarque dois testes simples: uma carga com peso razoável sobre a alça, e a abertura e o fecho do fecho de correr repetidas vezes numa amostra de cada lote.

Os produtos expostos ao consumidor no mercado saudita precisam de dados identificativos claros que incluam o material e o país de origem em língua árabe. O melhor é não deixar a redação do rótulo ao critério do fornecedor chinês, mas antes enviar-lhe um ficheiro já pronto, com o texto, as dimensões e a posição, e pedir uma fotografia do rótulo aplicado numa amostra aprovada antes do início da produção completa, evitando assim retrabalho sobre milhares de peças.

Comece pelo menos dois a três meses antes da época. O frete marítimo dos portos da China para Jidá demora habitualmente três a quatro semanas, é precedido pelo tempo de produção e seguido pelo tempo de desalfandegamento e de distribuição interna. A mala de época que chega depois do Eid perde uma parte considerável do seu valor e vende-se com desconto, pelo que um atraso de duas semanas no início da encomenda pode custar mais do que a diferença de preço na fábrica.

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