O transporte não é uma rubrica única na sua fatura, mas uma decisão que se ramifica em muitas opções cujos custos diferem várias vezes entre si. O importador que conhece a diferença entre o contentor completo e a grupagem, e entre o frete aéreo normal e o expresso, poupa em cada expedição um montante superior ao que consegue negociando o preço com a fábrica. Segue-se um mapa completo das opções da rota China → Arábia Saudita em concreto.
Primeiro: o frete marítimo e os seus tipos
É a opção mais utilizada por ser a mais barata para grandes volumes, e cobre cerca de nove décimos do movimento de mercadorias nesta rota.
1) O contentor completo (FCL)
Aluga o contentor inteiro só para si: é selado na fábrica e não volta a ser aberto até ao seu destino. Dimensões disponíveis:
- 20 pés: cerca de 28 metros cúbicos utilizáveis e uma carga que chega habitualmente a 25–28 toneladas. É a escolha certa para as mercadorias pesadas, como o ferro e a cerâmica, porque atingem o limite de peso antes do limite de volume.
- 40 pés: cerca de 58 metros cúbicos, com uma carga próxima da do contentor de vinte pés. Adequado a mercadorias de densidade média.
- 40 pés high cube (HQ): cerca de 68 metros cúbicos; é o mais comum para o mobiliário, o vestuário e as mercadorias leves de grande volume.
A regra: se a sua mercadoria ultrapassar os 15 metros cúbicos, comece por comparar o contentor completo com a grupagem, porque a balança pende com frequência para o lado do contentor.
2) A grupagem (LCL)
Partilha um contentor com outros importadores e paga por metro cúbico ou por peso, consoante o que for mais elevado. É adequada a pequenas quantidades e a testar um produto novo antes de assumir um contentor completo. Mas atenção a três pontos: a expedição tem um mínimo de faturação, as taxas de destino sobre a carga em grupagem são relativamente mais altas e o prazo é mais longo, porque exige consolidação na origem e desconsolidação no destino. Para o detalhe, consulte a comparação entre o contentor completo e a grupagem.
3) Os contentores especiais
- Frigorífico (Reefer): para os géneros alimentícios e as preparações sensíveis ao calor, com temperatura controlada durante toda a viagem. O seu custo é claramente mais alto e exige reserva antecipada.
- De teto aberto (Open Top): para as mercadorias que são carregadas por cima com grua ou cuja altura excede a da porta.
- De plataforma (Flat Rack): para os equipamentos e as máquinas que excedem a largura ou a altura do contentor.
- Roll-on/roll-off (RORO): para os veículos e os equipamentos autopropulsionados, conduzidos diretamente para dentro do navio.
- Carga fracionada (Break Bulk): para as mercadorias volumosas que não cabem de todo num contentor, como as grandes estruturas metálicas.
Os portos e os prazos reais
| De | Para | Duração marítima habitual |
|---|---|---|
| Shenzhen · Cantão · Xiamen (sul) | Porto Islâmico de Jidá | 18 – 25 dias |
| Xangai · Ningbo · Qingdao (norte) | Porto Islâmico de Jidá | 22 – 30 dias |
| Portos do sul da China | Porto Rei Abdulaziz — Dammam | 22 – 32 dias |
| Portos da China | Porto Industrial Rei Fahd — Jubail | 25 – 35 dias |
Estes são apenas os tempos de navegação. Acrescente-lhes uma a duas semanas para a reserva e o carregamento na China, e três a sete dias para o desalfandegamento e o transporte interno após a chegada. E escolha o ponto de entrada em função da localização do seu armazém, não da duração da navegação: Jidá para a Região Ocidental, Meca e Medina; Dammam para a Região Oriental e Riade; e Jubail para os projetos industriais.
Segundo: o frete aéreo e os seus tipos
1) O frete aéreo normal (de aeroporto a aeroporto)
A mercadoria é entregue no aeroporto de partida e levantada no aeroporto de chegada, ficando o desalfandegamento e o transporte a seu cargo. É o mais indicado para as expedições médias em que se pretende rapidez a um custo inferior ao do expresso. A duração habitual é de 3 a 7 dias porta a porta, incluindo o manuseamento.
2) O frete aéreo consolidado
As expedições de vários importadores são agrupadas num único conhecimento, o que faz baixar o preço por quilo face ao envio individual. É mais económico para as expedições de 100 a 500 kg, em troca de um ou dois dias adicionais de consolidação.
3) O expresso porta a porta
As empresas de correio expresso encarregam-se de tudo: a recolha na fábrica, o voo, o desalfandegamento e a entrega à sua porta. É o mais rápido (2 a 5 dias) e o mais caro por quilo, mas é o mais vantajoso para as amostras, as peças pequenas de alto valor e as encomendas urgentes.
Como se calcula o custo do frete aéreo?
É aqui que reside o maior mal-entendido. O frete aéreo não se calcula apenas pelo peso real, mas pelo peso taxável: o mais elevado entre o peso real e o peso volumétrico. E o peso volumétrico = (comprimento × largura × altura, em centímetros) ÷ 6000 no frete aéreo, ou ÷ 5000 em algumas empresas de correio expresso.
O significado prático: uma caixa cheia de almofadas ou de copos de plástico pode ser faturada pelo triplo do seu peso real. Por isso, peça à fábrica as dimensões das caixas antes da reserva e calcule o peso volumétrico por si mesmo — e peça-lhe que melhore o acondicionamento para reduzir o espaço vazio, o que faz baixar a fatura de imediato.
Os aeroportos
A partida faz-se habitualmente de Cantão, Shenzhen, Xangai ou Hong Kong, e a chegada ao Aeroporto Internacional Rei Abdulaziz, em Jidá, ao Aeroporto Internacional Rei Khaled, em Riade, ou ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam.
Terceiro: qual deles escolher?
| Critério | Marítimo | Aéreo |
|---|---|---|
| Prazo até ao armazém | 30 – 45 dias | 5 – 12 dias |
| Base do custo | O contentor ou o metro cúbico | O peso taxável |
| Mais indicado para | Grande volume · peso elevado · valor médio | Amostras · urgente · alto valor e pequeno volume |
| Mercadorias perigosas | Relativamente flexível | Fortemente restrito |
A regra decisiva: calcule o custo do frete aéreo como percentagem do valor da mercadoria. Se ultrapassar 15 a 20 %, o marítimo é geralmente mais vantajoso; e se ficar abaixo disso — ou se o atraso lhe fizer perder uma época — o aéreo é a decisão certa. Para uma comparação alargada, consulte o frete marítimo comparado com o frete aéreo.
Quarto: mercadorias com regras próprias
- Baterias e power banks: mercadoria perigosa da classe 9, que exige o relatório UN38.3, uma ficha de dados de segurança e uma embalagem certificada, e muitas companhias aéreas recusam-na. Planeie o marítimo desde o início.
- Líquidos, produtos químicos e perfumes: restrições apertadas por via aérea, exigindo uma classificação correta e documentos de segurança.
- Mercadorias pesadas: vigie o limite de peso do contentor e os limites do transporte rodoviário dentro do Reino após o desalfandegamento, e emita com rigor a declaração de massa bruta verificada (VGM) antes do carregamento.
Quinto: o que determina o custo real
O preço do frete não é a fatura toda. Some-lhe as taxas de origem na China, as taxas de destino e de manuseamento, a armazenagem portuária caso o desalfandegamento atrase, os direitos aduaneiros, o IVA de 15 % e o transporte interno. E atenção à sazonalidade: os preços sobem e o espaço escasseia antes do Ano Novo Chinês e antes das épocas de pico, pelo que deve reservar cedo precisamente nesses dois períodos.
O papel da Alshumul no transporte
A Alshumul Serviços Comerciais não é um mero intermediário de transporte que lhe vende um preço de frete: assume a rota completa, da fábrica ao seu armazém:
- Consolidação e armazenagem na China: recebemos a sua mercadoria de vários fornecedores, inspecionamo-la, reembalamo-la e reunimo-la numa única expedição — pagando assim o frete de uma só expedição em vez de várias pequenas.
- Reserva de espaço e negociação: junto das companhias de navegação e das companhias aéreas, com a escolha do ponto de entrada mais adequado à sua localização.
- Inspeção pré-embarque: não expeça mercadoria que não tenha sido inspecionada — corrigir o defeito na fábrica é mais barato do que descobri-lo em Riade.
- Documentos e conformidade: a fatura, a lista de embalagem, o conhecimento de embarque e o certificado de origem, e o processo SABER com o certificado de produto e o certificado de remessa — que iniciamos com a produção e não depois da partida do navio.
- Desalfandegamento e entrega: através da plataforma FASAH em Jidá ou em Dammam, seguindo-se o transporte interno até ao seu armazém.
A vantagem prática é lidar com uma única entidade responsável por toda a cadeia, sem se ver entre um fornecedor que diz que o problema é do transportador e um transportador que diz que é do despachante oficial. E, se está a começar do zero, comece pelo guia passo a passo para importar da China para a Arábia Saudita.