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IMPORTAR DA CHINA

Importar máquinas e linhas de produção da China: especificação, eletricidade, aceitação, instalação, transporte e o papel da Alshumul

O essencial

Uma máquina ou linha de produção não se compra por uma fotografia e um preço, mas por uma especificação de desempenho testada antes do embarque. Cada indústria tem os seus polos na China: Ningbo para as injetoras de plástico, Zhangjiagang para as linhas de enchimento de bebidas e as extrusoras, Jinan para as máquinas de corte a laser, e Shandong e Henan para as máquinas alimentares e de materiais de construção. O erro mais caro é elétrico: as máquinas chinesas são concebidas, por defeito, para 380 V e 50 Hz, e mercados como a Arábia Saudita funcionam a 60 Hz, pelo que os motores e os quadros de comando devem ser encomendados para a tensão e a frequência do seu local antes do fabrico. Parte do pagamento fica ligada ao ensaio de aceitação em fábrica (FAT), feito com a sua própria matéria-prima, e a instalação, o arranque, a formação e as peças de consumo acordam-se por escrito. As máquinas de grandes dimensões seguem muitas vezes em contentores de teto aberto ou de plataforma.

Linha automática de enchimento e embalagem numa fábrica de bebidas, vista de cima: transportadores de tapete, máquinas em sequência e corredores com barreiras amarelas
Foto: Topher · com licença CC0 · Fonte

Importar uma máquina ou uma linha de produção é uma decisão diferente de importar qualquer outra mercadoria. Não está a comprar um produto para revenda, mas uma capacidade produtiva que vai trabalhar durante anos, e cujo valor não se mede pelo aspeto no dia da chegada, mas pelo número de unidades conformes que produz por hora com a sua matéria-prima, a sua eletricidade e os seus operários. Por isso, a maior parte das perdas nesta categoria não acontece no mar, mas em três momentos: no dia em que a especificação foi escrita incompleta, no dia em que a máquina foi embarcada sem um ensaio verdadeiro e no dia em que chegou e o local não estava pronto para a instalar.

Esta página abrange as máquinas individuais e as linhas de produção completas — máquinas de enchimento e embalagem, máquinas para plástico, máquinas para a indústria alimentar e máquinas para materiais de construção — e o que as acompanha: instalação, arranque, formação e peças sobresselentes.

Onde se fabricam máquinas e linhas de produção na China?

Cada indústria tem os seus polos: Ningbo para as injetoras de plástico, Zhangjiagang para as linhas de enchimento de bebidas e as extrusoras, Wenzhou e Ruian para as máquinas de embalagem e impressão, Jinan para as máquinas de corte a laser, e Shandong e Henan para as máquinas alimentares e de materiais de construção. Comprar no polo especializado não é um pormenor: aí há fábricas com experiência acumulada numa máquina concreta, fornecedores de componentes por perto, técnicos que a conhecem e uma concorrência que lhe revela os preços reais.

IndústriaPrincipais polosNota para o importador
Injetoras de plásticoNingbo (Zhejiang) e GuangdongUma das maiores concentrações de injetoras do mundo; defina a força de fecho em toneladas e o peso de injeção
Linhas de enchimento de água e bebidas e de sopro de garrafasZhangjiagang (Jiangsu)Peça para visitar uma linha a funcionar num cliente anterior, ou um vídeo de funcionamento recente e datado
Extrusoras e linhas de tubos e placas de plásticoZhangjiagang e Qingdao (Shandong)Produtividade em quilogramas por hora para um diâmetro e um material definidos
Máquinas de embalagem, impressão e fabrico de sacosWenzhou e Ruian (Zhejiang) e GuangdongGrande disparidade de nível; as marcas dos componentes distinguem uma máquina de outra
Máquinas para a indústria alimentarShandong (Zhucheng), Henan (Zhengzhou) e XangaiAço inoxidável nas partes em contacto com o produto, com a classe indicada por escrito
Máquinas para materiais de construção: blocos, tijolos, britadeiras e centrais de betãoFujian (Quanzhou), Henan (Zhengzhou), Shandong e XangaiMáquinas pesadas; as fundações e o transporte fazem parte da decisão, não são um pormenor para depois
Máquinas de conformação de metais: corte a laser, quinagem e corteJinan (Shandong) para o laser, e Ma’anshan (Anhui) para quinadoras e guilhotinasA fonte laser, a cabeça de corte e o sistema de controlo indicam-se pelas marcas

O pavilhão industrial da primeira fase da Feira de Cantão, em Guangzhou, é um bom ponto de partida para comparar fábricas antes de as visitar, e explicámos os seus limites em Alibaba, 1688 e Feira de Cantão. Mas, nas máquinas, a decisão não se toma num stand de feira: toma-se visitando a fábrica e vendo a máquina a trabalhar.

Que especificações devem constar do contrato de uma máquina ou linha?

Uma especificação de desempenho, não de aspeto: capacidade produtiva com o seu produto e a sua matéria-prima, taxa de refugo aceitável, tensão e frequência, marcas dos principais componentes e âmbito do fornecimento, ponto por ponto. O catálogo indica o máximo que a máquina atinge nas melhores condições; o contrato deve indicar o que atinge nas suas condições.

  • Capacidade produtiva real: em unidades ou quilogramas por hora para o seu produto concreto — tamanho da embalagem, tipo de matéria-prima, espessura do filme, viscosidade do líquido —, com a taxa de refugo ou de rejeição aceitável.
  • Marcas e modelos dos principais componentes: controlador lógico programável (PLC), ecrã de operação, variadores de frequência, servomotores, componentes pneumáticos e sensores. Uma marca difundida no seu país significa peças disponíveis localmente, e a cláusula que proíbe a sua substituição sem autorização escrita protege-o de um «equivalente» mais barato.
  • Âmbito do fornecimento: lista de todas as máquinas e equipamentos auxiliares incluídos e excluídos da proposta. A expressão «linha completa» numa proposta pode não incluir o compressor de ar, o chiller, o tratamento de água, os transportadores entre máquinas nem os moldes.
  • Utilidades necessárias no seu local: potência elétrica total em kW, pressão e consumo de ar comprimido, água e arrefecimento, vapor quando necessário, área e pé-direito, e cargas nas fundações.
  • Documentação a entregar: planta de implantação, planta das fundações, esquemas elétricos e pneumáticos, manual de operação e manutenção, lista de peças sobresselentes, cópia de segurança do programa de controlo e língua da interface de operação.
  • Segurança: proteções das partes móveis, botões de paragem de emergência, encravamentos das portas e requisitos de segurança de máquinas em vigor no país de destino.
  • Garantia: duração, a partir de quando conta — do arranque no seu local ou da data de embarque — e que peças de consumo ficam excluídas.
  • Moldes: se forem fabricados para o seu produto, a propriedade é sua, expressamente, no contrato. Consulte Proteger a sua marca e a propriedade intelectual ao fabricar na China.

Uma cláusula que muitos esquecem: o bloqueio temporizado no programa de controlo. Alguns fornecedores programam a máquina para parar ao fim de algum tempo se não for introduzida uma palavra-passe, como forma de garantir o recebimento da última prestação. Exija por escrito que o programa não contenha qualquer bloqueio deste tipo, ou que os códigos de desbloqueio sejam entregues na totalidade com o pagamento da prestação a que estão associados, e verifique-o no ensaio.

Pavilhão amplo com máquinas CNC e centros de fresagem alinhados, e técnicos a trabalhar entre elas no piso da fábrica
Foto: Antoniusaw · com licença CC BY-SA 4.0 · Fonte

Porque é que errar a tensão e a frequência é um dos erros mais caros?

Porque a máquina chinesa é concebida, por defeito, para a rede elétrica chinesa — 380 V trifásicos e 50 Hz nas máquinas industriais, e 220 V monofásicos nas máquinas pequenas —, enquanto a eletricidade do seu local pode diferir na tensão, na frequência ou em ambas, e corrigir depois da chegada é caro e, por vezes, impossível. É um erro que não se deteta nas fotografias nem no catálogo, mas no dia em que a máquina é ligada à corrente.

MercadoTensão trifásica habitualFrequência
China380 V50 Hz
Arábia Saudita380 ou 400 V, consoante a instalação60 Hz
Emirados Árabes Unidos, Barém, Iraque e Jordânia400 V50 Hz
Kuwait, Catar e Omã415 V50 Hz
Egito e a maioria dos países do Norte de África380 a 400 V50 Hz
Estados Unidos, Venezuela e a maior parte das AméricasVárias tensões, como 208, 460 e 480 V60 Hz

A tabela é indicativa e não contratual: o que conta é a tensão do quadro de alimentação no seu local real, medida ou confirmada pela empresa de eletricidade, porque a tensão disponível numa zona industrial pode diferir da nominal. Quanto ao efeito do erro, é bem concreto:

  • A frequência altera a velocidade: a velocidade de um motor de indução é proporcional à frequência; um motor de quatro polos roda a cerca de 1.500 rpm a 50 Hz e a cerca de 1.800 rpm a 60 Hz — ou seja, cerca de 20 % mais depressa. Nas bombas e nos ventiladores, a carga sobe acentuadamente com a velocidade, e o motor aquece e avaria; nas máquinas sincronizadas, perde-se a coordenação entre as suas partes.
  • A tensão altera a potência: a potência das resistências de aquecimento é proporcional ao quadrado da tensão; uma resistência concebida para 380 V dá, a 415 V, cerca de 19 % de potência a mais, e dura menos. Os componentes de controlo concebidos para uma tensão específica podem queimar ou não funcionar.
  • Monofásico e trifásico: uma máquina trifásica numa oficina que só tem alimentação monofásica precisa de uma nova instalação elétrica ou de um conversor especial antes de funcionar.

A solução certa é barata se vier a tempo: escreva no contrato, antes do fabrico, a tensão e a frequência do seu local e a tensão dos circuitos de comando, para que a fábrica escolha os motores e os quadros de comando em conformidade. Peça fotografias das chapas de características dos motores e do quadro de comando principal antes do embarque. E tenha em conta que a rede chinesa é de 50 Hz: testar na fábrica uma máquina concebida para 60 Hz exige uma alimentação com conversor de frequência — pergunte à fábrica antes da data do ensaio, e não no próprio dia. As soluções depois da chegada — variadores de frequência para cada motor ou um transformador para toda a fábrica — são caras, têm perdas e não resolvem todos os casos. Tratámos o mesmo tema nos eletrodomésticos em Importar eletrodomésticos.

O que é o ensaio de aceitação em fábrica (FAT) e como se conduz?

O ensaio de aceitação em fábrica (Factory Acceptance Test) é o funcionamento da máquina ou da linha completa nas instalações do fornecedor, antes da desmontagem e do embarque, com a sua matéria-prima e o seu produto, para verificar se atinge o desempenho escrito no contrato. É o ponto de controlo mais importante de todo o negócio, porque é o último momento em que um erro sai barato de corrigir e em que o fornecedor ainda tem interesse em receber o resto do preço.

  • Protocolo escrito previamente no contrato: o que se testa, a duração do funcionamento contínuo, os critérios de aceitação em números — produtividade, taxa de refugo, tolerâncias dimensionais admissíveis do produto —, quem fornece a matéria-prima e quem assiste.
  • Com a sua matéria-prima: envie para a fábrica as suas embalagens, matérias-primas ou amostras do produto, ou acorde na China uma matéria-prima conforme à especificação. Uma máquina que funciona com a matéria-prima ideal do fornecedor pode falhar com a sua.
  • Documentação completa: vídeo do funcionamento, medições, relatório assinado e lista de pendentes, com prazo para fechar cada um antes do embarque, e não depois.
  • Pagamento ligado ao resultado: o esquema habitual — negociável, não uma regra — é um adiantamento na assinatura do contrato, a maior parte do restante depois de aprovado o ensaio e antes do embarque, e uma pequena percentagem retida até à aceitação no seu local. Consulte Métodos de pagamento seguros para fábricas chinesas.
AspetoAceitação em fábrica (FAT)Aceitação no local (SAT)
OndeFábrica do fornecedor, na ChinaA sua fábrica, no país de destino
QuandoDepois do fabrico e antes da desmontagem e do embarqueDepois da instalação e do arranque
O que comprovaQue a máquina atinge o desempenho acordado com a sua matéria-primaQue chegou intacta, foi bem instalada e atinge o desempenho nas suas condições reais
A que costuma estar ligadoÀ prestação principal, antes do embarqueÀ última prestação retida e, em muitos contratos, ao início da garantia
Máquina de selagem contínua de sacos, com tapete transportador azul, estrutura em aço inoxidável e painel de controlo, exposta sobre uma mesa
Foto: M5s · com licença CC BY-SA 4.0 · Fonte

Como se acordam a instalação, o arranque e a formação?

Com um contrato escrito que defina o número de engenheiros e os dias de trabalho incluídos, quem paga as passagens, o visto, o alojamento, as deslocações e as ajudas de custo diárias, e o que tem de estar pronto no seu local antes de chegarem. O esquema habitual é o fornecedor enviar um ou mais engenheiros que supervisionam a instalação, arrancam a linha e formam a sua equipa, suportando o comprador as despesas de viagem e alojamento e umas ajudas de custo diárias por engenheiro que rondam, em regra, os 100 a 200 USD — valores indicativos e não contratuais, porque variam com o fornecedor e a especialidade.

  • Âmbito do trabalho: supervisão de uma instalação feita pelos seus operários ou instalação completa? Arranque experimental com produção real? Quem fornece as gruas e a mão de obra auxiliar?
  • Duração: número de dias incluídos no preço, custo de cada dia adicional e quem suporta os dias perdidos se o local não estiver pronto — em regra, o comprador.
  • Formação: para quem — operadores, técnicos de manutenção ou ambos —, quantos dias e em que língua, com material de formação escrito que fique depois de o engenheiro partir.
  • Visto: comece o processo cedo, porque alguns destinos demoram semanas; o arranque remoto por vídeo é um recurso de emergência que não substitui a presença.
  • Preparação do local: fundações e chumbadouros segundo a planta do fornecedor, cabo elétrico até ao quadro principal com a potência exigida, ar comprimido, água e esgoto, e as matérias-primas necessárias para o arranque experimental.
  • Apoio após o arranque: tempo de resposta do apoio remoto e procedimento de envio de peças durante a garantia.

A regra prática: prepare o seu local em paralelo com o fabrico, e não depois de a máquina chegar. As plantas das fundações e das utilidades pedem-se ao fornecedor nas primeiras semanas do contrato; uma máquina que chega a um local que não está pronto fica à espera ao ar livre ou num armazém alugado, e a espera dos engenheiros é paga por si.

Que peças sobresselentes devem ser encomendadas com a máquina?

As peças de consumo e de desgaste para um a dois anos de funcionamento, e as peças críticas cuja avaria para toda a linha e que não existem no seu país — encomendadas com o primeiro envio e com preço fixado no próprio contrato. Uma linha que espera três semanas que chegue da China uma peça de vinte dólares perde, parada, várias vezes o valor de todo o stock de peças sobresselentes.

  • Peças de consumo e de desgaste: vedantes e anéis de borracha, facas e lâminas, resistências de cinta e termopares, correias e rolamentos, bicos e filtros, e mordentes de soldadura térmica nas máquinas de embalagem.
  • Peças críticas: controladores específicos, drives dos servomotores, sensores não normalizados, e moldes e respetivas partes sujeitas a desgaste.
  • Tabela de preços vinculativa: para as peças sobresselentes recomendadas, com prazo de validade escrito, para que depois da compra não lhe cobrem o preço de quem sabe que não tem alternativa.
  • Normalização: rolamentos, correias e componentes com medidas e designações internacionais normalizadas, para facilitar a compra de substitutos no mercado local.

Para a importação regular de peças para máquinas depois disso — referências das peças, correspondência entre referências e diferença entre original e alternativa —, consulte a página Peças sobresselentes para automóveis e máquinas.

Como se transportam máquinas de grandes dimensões e linhas de produção?

As máquinas que passam pela porta do contentor seguem em contentores normais; as mais compridas, altas, largas ou pesadas seguem em contentores de teto aberto (Open Top) ou de plataforma (Flat Rack), e o que ultrapassa estes limites segue como carga geral no navio (Break Bulk). Nas máquinas, as dimensões ou o peso atingem muitas vezes o limite antes do volume total: uma única máquina pode não ocupar um quarto do contentor em volume, mas não passar pela porta ou exceder a carga admissível do piso.

Tipo de contentorDimensões e carga aproximadasQuando é adequado
20 pés normalInterior de cerca de 5,9 × 2,35 × 2,39 m, porta de cerca de 2,34 × 2,28 m, carga útil até cerca de 25 a 28 tMáquinas pesadas e compactas que passam pela porta
40 pés high cubeInterior de cerca de 12 × 2,35 × 2,69 m, porta de cerca de 2,34 × 2,58 m, carga útil de cerca de 26 tSecções de linhas compridas e equipamento auxiliar
Teto aberto (Open Top)Dimensões do contentor normal sem teto fixo; carrega-se por cima, com gruaMáquina mais alta do que a porta ou que só entra na vertical
Plataforma (Flat Rack)Piso com duas paredes nas extremidades, sem laterais nem teto, e carga admissível superior à do contentor normalMáquina mais larga ou mais alta do que o contentor, ou muito pesada
Carga geral (Break Bulk)Sem contentor; é içada diretamente para o navioEquipamento que excede até o contentor de plataforma

Os valores são aproximados e indicativos, variam entre companhias e contentores, e os limites de carga rodoviária no país de destino podem restringir o peso antes da capacidade do contentor. A carga que excede as dimensões do contentor, em contentores de teto aberto e de plataforma, paga sobretaxas e exige booking antecipado, porque estes contentores estão menos disponíveis e nem todas as companhias e portos os aceitam.

  • Embalagem: caixas ou bases de madeira tratada segundo a norma ISPM 15, película anticorrosiva e massa lubrificante nas superfícies metálicas expostas, absorventes de humidade, quadros elétricos embalados e selados, e partes sensíveis, como os ecrãs, desmontadas e embaladas em separado.
  • Fixação e marcação: amarração e escoramento que impeçam o movimento, e pontos de elevação e centro de gravidade marcados na caixa.
  • Linha distribuída por vários contentores: um número em cada caixa que corresponda à lista de embalagem e à planta de montagem, e uma lista de embalagem por contentor. Uma linha a que falte uma única caixa não pode ser montada.
  • Classificação pautal: em alguns regimes, as linhas de produção podem ser classificadas como uma única unidade funcional, e reparti-las por envios separados complica essa classificação. Discuta-a com o seu despachante oficial no país de destino antes do embarque. Para a base geral, consulte Documentos de importação e desalfandegamento.
Injetora de plástico bimaterial com estrutura azul e branca e duas tremonhas de alimentação de granulado
Foto: Cjp24 · com licença CC BY-SA 3.0 · Fonte

Quais são os riscos mais comuns na importação de máquinas e como evitá-los?

O mais grave é descobrir depois da chegada o que podia ter sido descoberto na fábrica: capacidade exagerada, componentes substituídos, eletricidade incompatível e um fornecedor sem apoio técnico. Estes são os principais:

  • Comerciante que se apresenta como fábrica: nas máquinas, em particular, a diferença nota-se depois da venda, no apoio técnico e nas peças. Audite a fábrica antes de assinar e consulte Auditoria de fábrica: o que é e quando é necessária.
  • Capacidade produtiva exagerada: só se esclarece com um funcionamento real, com a sua matéria-prima, no ensaio de aceitação.
  • Máquina usada recondicionada vendida como nova: verifique as datas das chapas de características e os números de série dos componentes. Se comprar usado de propósito, verifique primeiro as restrições do país de destino, porque alguns mercados limitam a idade das máquinas usadas ou exigem-lhes certificados de inspeção.
  • Esquemas e manual que não correspondem à máquina: reveja-os no ensaio, porque um esquema elétrico errado multiplica o tempo de reparação de cada avaria.
  • Condição de entrega ambígua: defina com precisão onde termina a responsabilidade do fornecedor, sobretudo no carregamento de contentores de teto aberto e de plataforma. Consulte Incoterms 2020 explicados.

Como importar máquinas e linhas de produção da China?

  1. Defina a sua necessidade com rigor: produto e matéria-prima, capacidade produtiva pretendida, tensão e frequência do seu local, área e utilidades.
  2. Peça propostas técnicas a várias fábricas do polo especializado e compare-as pelo âmbito do fornecimento e pelas marcas dos componentes, e não apenas pelo preço.
  3. Audite a fábrica e veja a máquina a trabalhar, de preferência num cliente anterior.
  4. Feche o contrato técnico: desempenho, componentes, tensão e frequência, âmbito do fornecimento, protocolo de ensaio, instalação e formação, peças sobresselentes, garantia e calendário de pagamentos ligado às etapas.
  5. Prepare o seu local em paralelo, segundo as plantas das fundações e das utilidades entregues pelo fornecedor.
  6. Acompanhe o fabrico e envie a sua matéria-prima para o ensaio a tempo.
  7. Realize o ensaio de aceitação em fábrica e feche a lista de pendentes antes do embarque.
  8. Desmontagem, embalagem, marcação e booking dos contentores adequados — normais, de teto aberto ou de plataforma.
  9. Reveja os documentos antes da partida do navio: fatura, listas de embalagem por contentor e descrição da mercadoria.
  10. Instalação, arranque e formação pelos engenheiros do fornecedor, seguidos da aceitação no local.

O papel da Alshumul na importação de máquinas e linhas de produção

A Alshumul Serviços Comerciais é uma empresa de importação e exportação sediada em Guangzhou. É nesta categoria que estar na China mais conta, porque o essencial acontece na fábrica do fornecedor: a especificação que se escreve, os componentes que se montam e o ensaio que se faz antes da desmontagem. O que fazemos:

  • Pesquisa e verificação de fábricas no polo especializado da sua indústria, distinguindo a verdadeira fábrica do comerciante.
  • Auditoria e visita à fábrica, vendo as suas máquinas a trabalhar.
  • Negociação direta com a fábrica, em chinês, da especificação técnica, do âmbito do fornecimento, das marcas dos componentes, da tensão e frequência, das peças sobresselentes e do preço.
  • Acompanhamento do fabrico, informando-o dos avanços e dos desvios à medida que surgem.
  • Inspeção pré-embarque: presença no ensaio de aceitação em fábrica e sua documentação com vídeo, medições e lista de pendentes; verificação das chapas de características dos motores e das marcas dos componentes face ao contrato; e revisão da embalagem e da marcação antes do carregamento.
  • Organização do transporte através de companhias de navegação, nos contentores adequados — normais, de teto aberto ou de plataforma.
  • Revisão dos documentos antes da partida do navio e acompanhamento até ao porto de descarga.

O que não fazemos, dizemo-lo com clareza: a instalação, o arranque e a formação ficam a cargo dos engenheiros do fornecedor, ao abrigo do contrato deste, e não da Alshumul; não tratamos do desalfandegamento no país de destino; e não prestamos aconselhamento jurídico na redação de contratos nem aconselhamento bancário sobre as modalidades de pagamento. Para calcular o custo total de importação do seu projeto, consulte O custo real de importar da China.

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Perguntas frequentes sobre este tema

As perguntas mais frequentes antes de importar da China: custos, fábricas, qualidade, envio e pagamento.

A velocidade de um motor de indução é proporcional à frequência: um motor de quatro polos roda a cerca de 1.500 rpm a 50 Hz e a cerca de 1.800 rpm a 60 Hz, ou seja, cerca de 20 % mais depressa. Nas bombas e nos ventiladores, a carga sobe acentuadamente com a velocidade, e o motor aquece e avaria; nas máquinas sincronizadas, perde-se a coordenação entre as partes. As máquinas chinesas são concebidas, por defeito, para 50 Hz, enquanto a Arábia Saudita e as Américas funcionam a 60 Hz. Escreva a tensão e a frequência do seu local no contrato antes do fabrico, porque as soluções depois da chegada são caras e não resolvem todos os casos.

O ensaio de aceitação em fábrica (Factory Acceptance Test) é o funcionamento da máquina ou da linha completa nas instalações do fornecedor, antes da desmontagem e do embarque, com a sua matéria-prima e o seu produto, para verificar se atinge o desempenho escrito no contrato: produtividade, taxa de refugo e tolerâncias dimensionais do produto. O protocolo escreve-se previamente no contrato, e o ensaio documenta-se com vídeo, medições, relatório assinado e uma lista de pendentes a fechar antes do embarque. É o ponto de controlo mais importante do negócio, porque é o último momento em que um erro sai barato de corrigir, e por isso lhe costuma estar ligada a prestação principal, antes do embarque.

O ensaio de aceitação em fábrica (FAT) realiza-se nas instalações do fornecedor, na China, depois do fabrico e antes do embarque; comprova que a máquina atinge o desempenho acordado com a sua matéria-prima e costuma estar ligado à prestação principal. O ensaio de aceitação no local (SAT) realiza-se na sua fábrica, depois da instalação e do arranque; comprova que a máquina chegou intacta, foi bem instalada e atinge o desempenho nas suas condições reais de eletricidade, temperatura e mão de obra, fica ligado à última prestação retida e, em muitos contratos, marca o início da garantia.

O esquema habitual é o comprador suportar as passagens aéreas, o visto, o alojamento, as deslocações locais e as refeições, além de umas ajudas de custo diárias por engenheiro que rondam, em regra, os 100 a 200 USD; o valor varia com o fornecedor e a especialidade, pelo que é indicativo e não contratual. O importante é que o contrato indique o número de engenheiros, os dias incluídos no preço, o custo de cada dia adicional e quem suporta os dias perdidos se o local não estiver pronto — em regra, o comprador. Por isso, prepare o seu local antes de eles chegarem.

Encomende com o primeiro envio as peças de consumo e de desgaste para um a dois anos de funcionamento: vedantes, facas e lâminas, resistências e termopares, correias e rolamentos, bicos e filtros. Encomende também as peças críticas cuja avaria para toda a linha e que não existem no seu país: controladores específicos, drives dos servomotores, sensores não normalizados e partes dos moldes. Fixe uma tabela de preços vinculativa para as peças recomendadas, com prazo de validade escrito, e exija componentes com medidas internacionais normalizadas, para facilitar a compra de substitutos no mercado local.

O contentor de teto aberto (Open Top) é necessário quando a máquina é mais alta do que a porta do contentor normal ou só entra na vertical, carregada por cima com grua. O contentor de plataforma (Flat Rack) é necessário quando a máquina é mais larga do que o contentor, bastante mais alta ou muito pesada. O que excede até o contentor de plataforma segue como carga geral no navio. A carga que excede as dimensões do contentor paga sobretaxas e exige booking antecipado, porque estes contentores estão menos disponíveis e nem todas as companhias e portos os aceitam.

O número do catálogo é o máximo que a máquina atinge nas melhores condições e com matéria-prima ideal, e não serve de referência. Escreva no contrato a capacidade produtiva para o seu produto concreto — tamanho da embalagem, tipo de matéria-prima e espessura —, com a taxa de refugo aceitável, e verifique-a no ensaio de aceitação em fábrica, com funcionamento contínuo e com a sua matéria-prima durante tempo suficiente, medindo a produção real e as rejeições e documentando tudo em vídeo. Antes de assinar, é útil ver uma máquina semelhante a trabalhar num cliente anterior do fornecedor.

Alguns fornecedores programam o controlador da máquina para parar ao fim de algum tempo se não for introduzida uma palavra-passe, como forma de garantir o recebimento da última prestação, e um dia a máquina aparece parada sem avaria aparente. Evita-se exigindo expressamente no contrato que o programa não contenha qualquer bloqueio temporizado, ou que os códigos de desbloqueio sejam entregues na totalidade com o pagamento da prestação correspondente, recebendo uma cópia de segurança do programa de controlo e verificando tudo isto no ensaio de aceitação.

Em muitos casos, sim, mas comece pelas regras do país de destino, porque alguns mercados limitam a idade das máquinas usadas cuja importação é permitida ou exigem certificados de inspeção antes do embarque. Depois, desconfie da máquina usada recondicionada vendida como nova: verifique as datas das chapas de características e os números de série dos componentes, ponha-a a funcionar com a sua matéria-prima antes de comprar e saiba o que foi substituído. Uma máquina usada exige um plano de peças sobresselentes mais rigoroso, porque alguns dos seus componentes podem já não ser fabricados.

A Alshumul Serviços Comerciais é uma empresa de importação e exportação sediada em Guangzhou. Encarrega-se da pesquisa de fábricas nos polos especializados, da sua verificação e da distinção entre fábricas e comerciantes; da auditoria e visita à fábrica; da negociação direta, em chinês, da especificação técnica, do âmbito do fornecimento, da tensão e frequência, das peças sobresselentes e do preço; do acompanhamento do fabrico; da inspeção pré-embarque, incluindo a presença no ensaio de aceitação em fábrica e a sua documentação; da organização do transporte em contentores normais, de teto aberto ou de plataforma, através de companhias de navegação; da revisão dos documentos antes da partida do navio; e do acompanhamento até ao porto de descarga. A instalação e o arranque ficam a cargo dos engenheiros do fornecedor, e a Alshumul não trata do desalfandegamento no país de destino nem presta aconselhamento jurídico ou bancário.

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