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Importações sauditas da China em números 2025–2026: volume do comércio, principais mercadorias e o que significam para o importador

O essencial

As importações da Arábia Saudita provenientes da China atingiram cerca de 261,23 mil milhões de riais em 2025, segundo a Autoridade Geral de Estatística (GASTAT), ou seja, 27,5 % do total das importações do Reino, o que fez da China a primeira origem das suas importações. Do lado chinês, o comércio entre os dois países foi de 108,16 mil milhões de dólares, um aumento de 0,5 %, incluindo exportações chinesas para a Arábia Saudita no valor de 53,42 mil milhões de dólares, um aumento de 6,7 %, segundo a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). Em 2026, o comércio em janeiro–julho caiu 7,8 %, para 58,27 mil milhões de dólares, e as importações sauditas provenientes da China em junho de 2026 foram de cerca de 15,48 mil milhões de riais, uma queda de 27,0 % face a junho de 2025. A maior categoria são as máquinas e aparelhos elétricos, com 48,7 % das importações do Reino provenientes da China em 2025, segundo os nossos cálculos a partir dos dados da GASTAT.

As importações da Arábia Saudita provenientes da China atingiram cerca de 261,23 mil milhões de riais em 2025, ou seja, 27,5 % do total das importações do Reino, segundo a Autoridade Geral de Estatística (GASTAT), e a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) registou um comércio entre os dois países no valor de 108,16 mil milhões de dólares, incluindo exportações chinesas para o Reino no valor de 53,42 mil milhões de dólares. Em 2026, o comércio entre os dois países caiu 7,8 % nos primeiros sete meses, para 58,27 mil milhões de dólares, segundo a GACC, e as importações sauditas provenientes da China caíram 27,0 % em junho de 2026 face a junho de 2025, segundo a GASTAT. Esta página reúne os números oficiais de ambos os lados, as alfândegas chinesas e a GASTAT saudita, com a ligação para a fonte junto de cada número; explica por que razão os números dos dois países não coincidem e o que o importador pode, na prática, retirar deles. Complementa os nossos guias práticos, sem os substituir; para os procedimentos, consulte o guia passo a passo para importar da China para a Arábia Saudita.

Nota sobre o método: os números do lado chinês estão em dólares americanos, tal como a GACC os publica, e os do lado saudita em riais sauditas, tal como a GASTAT os publica. Só convertemos entre as duas moedas num único ponto, para efeitos de comparação, à paridade oficial, e assinalámo-lo como tal. Não estimámos nada que não tenha sido publicado e, sempre que calculámos nós próprios uma percentagem a partir de valores publicados, indicamo-lo junto dela.

Números rápidos: o comércio entre a Arábia Saudita e a China em 2025–2026

IndicadorValorPeríodoFonte
Comércio total entre a China e a Arábia Saudita108,16 mil milhões de dólares (aumento de 0,5 %)Janeiro–dezembro de 2025GACC, tabela por países de dezembro de 2025
Exportações da China para a Arábia Saudita53,42 mil milhões de dólares (aumento de 6,7 %)Janeiro–dezembro de 2025GACC, tabela por países de dezembro de 2025
Importações da China provenientes da Arábia Saudita54,74 mil milhões de dólares (queda de 4,9 %)Janeiro–dezembro de 2025GACC, tabela por países de dezembro de 2025
Comércio total entre a China e a Arábia Saudita58,27 mil milhões de dólares (queda de 7,8 % face ao mesmo período de 2025)Janeiro–julho de 2026GACC, tabela por países de julho de 2026
Exportações da China para a Arábia Saudita28,37 mil milhões de dólares (queda de 9,6 %)Janeiro–julho de 2026GACC, tabela por países de julho de 2026
Maior capítulo das exportações da China para a Arábia SauditaCapítulo 85 (máquinas e aparelhos elétricos): 11,33 mil milhões de dólares, ou seja, 21,2 % do totalJaneiro–dezembro de 2025GACC, Tabela (15) de dezembro de 2025
Importações sauditas provenientes da China (estatística saudita)261,23 mil milhões de riais (aumento de 25,1 % face a 2024, segundo os nossos cálculos)Janeiro–dezembro de 2025GASTAT, tabelas do Comércio Internacional de Mercadorias 2025
Posição da China entre as origens das importações sauditasPrimeira, com uma quota de 27,5 % do total das importações (2024: 23,9 %)2025GASTAT, boletim do Comércio Internacional de Mercadorias 2025
Comércio total da Arábia Saudita com a China (estatística saudita)431,60 mil milhões de riais, com um défice saudita de 90,85 mil milhões de riais2025GASTAT, tabelas do Comércio Internacional de Mercadorias 2025
Número saudita mais recente das importações do Reino provenientes da China15,48 mil milhões de riais (queda de 27,0 % face a junho de 2025), com uma quota da China de 22,0 % das importaçõesJunho de 2026GASTAT: boletim de junho de 2026 e respetivas tabelas

Números preliminares, sujeitos a revisão, verificados nas respetivas fontes oficiais em setembro de 2026. As variações percentuais são as publicadas pelas entidades emissoras, exceto as assinaladas com «segundo os nossos cálculos», e a quota do capítulo 85 foi calculada a partir dos valores da tabela da GACC. Os valores do lado saudita são publicados em milhões de riais e arredondámo-los para mil milhões de riais; os do lado chinês são publicados em milhares de dólares e arredondámo-los para mil milhões de dólares.

Qual foi o volume do comércio entre a China e a Arábia Saudita em 2025?

O comércio entre a China e a Arábia Saudita atingiu 108,16 mil milhões de dólares em 2025, um aumento de 0,5 % face a 2024, segundo a tabela da GACC de dezembro de 2025. O número reparte-se por dois fluxos de dimensão semelhante: exportações chinesas para o Reino no valor de 53,42 mil milhões de dólares, que subiram 6,7 %, e importações chinesas provenientes do Reino no valor de 54,74 mil milhões de dólares, que desceram 4,9 %. Ou seja, nos números chineses a balança comercial pendeu a favor da Arábia Saudita em cerca de 1,32 mil milhões de dólares; este valor resulta da nossa subtração dos dois montantes e não é um número publicado.

A GASTAT, por sua vez, regista um comércio total da Arábia Saudita com a China de 431,60 mil milhões de riais em 2025, contra 383,26 mil milhões de riais em 2024, e coloca a China em primeiro lugar entre os parceiros comerciais do Reino, segundo as tabelas do Comércio Internacional de Mercadorias 2025. O que chama a atenção é que o sentido da balança se inverte entre as duas fontes: enquanto os números chineses mostram um pequeno excedente a favor da Arábia Saudita, a GASTAT regista um défice saudita com a China de 90,85 mil milhões de riais, uma vez que as importações do Reino provenientes da China atingiram 261,23 mil milhões de riais, contra exportações para a China no valor de 170,38 mil milhões de riais. Numa secção mais adiante explicamos as diferenças metodológicas que justificam parte desta discrepância.

Os mesmos números estão publicados no centro de dados do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e aparecem arredondados na página das relações sino-sauditas do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, atualizada em julho de 2026. O número é, portanto, coerente em três entidades oficiais chinesas, o que faz dele uma referência segura para citar.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China descreve a Arábia Saudita como o primeiro parceiro comercial da China no Médio Oriente. Mas a diferença em 2025 foi muito estreita: a tabela da GACC registou 108,16 mil milhões de dólares para a Arábia Saudita contra 108,00 mil milhões de dólares para os Emirados Árabes Unidos, uma diferença de apenas cerca de 155 milhões de dólares, segundo a nossa subtração. A diferença alargou-se nos primeiros sete meses de 2026 para 58,27 mil milhões de dólares para a Arábia Saudita contra 42,50 mil milhões de dólares para os Emirados, segundo a tabela de julho de 2026.

Como evoluiu o comércio entre os dois países de 2021 a 2025?

AnoComércio total (mil milhões de dólares)Exportações da China para a Arábia SauditaImportações da China provenientes da Arábia SauditaFonte
202187,31 (aumento de 30,0 %)30,32 (aumento de 7,9 %)56,99 (aumento de 45,9 %)Guia do MOFCOM 2026, Tabela 3-4
2022116,04 (aumento de 33,1 %)37,99 (aumento de 25,7 %)78,05 (aumento de 37,0 %)Guia do MOFCOM 2026, Tabela 3-4
2023107,23 (queda de 7,1 %)42,86 (aumento de 14,5 %)64,37 (queda de 17,5 %)Guia do MOFCOM 2026, Tabela 3-4
2024107,53 (aumento de 0,3 %)50,05 (aumento de 16,8 %)57,48 (queda de 10,7 %)Guia do MOFCOM 2026, Tabela 3-4
2025108,16 (aumento de 0,5 %)53,42 (aumento de 6,7 %)54,74 (queda de 4,9 %)GACC, tabela por países de dezembro de 2025

Os dados do guia têm como fonte a GACC. Os valores foram convertidos da unidade publicada, «cem milhões de dólares», para mil milhões de dólares, sem qualquer estimativa, e as variações percentuais são as publicadas; não as recalcule subtraindo os anos, porque a GACC as calcula sobre os dados do ano anterior depois de revistos. Os números de 2025 são preliminares e sujeitos a revisão, verificados nas respetivas fontes oficiais em setembro de 2026.

O que chama a atenção do importador é que as exportações da China para a Arábia Saudita, na sua maioria produtos manufaturados, cresceram em cada um dos cinco anos da tabela, passando de 30,32 mil milhões de dólares em 2021 para 53,42 mil milhões de dólares em 2025. Já as importações da China provenientes da Arábia Saudita atingiram o pico de 78,05 mil milhões de dólares em 2022 e desceram depois durante três anos consecutivos. É por isso que o comércio total se manteve quase estável desde 2023, embora a parte que interessa ao importador, ou seja, as mercadorias chinesas com destino ao Reino, tenha continuado a crescer.

Quanto importou a Arábia Saudita da China em 2025?

A Arábia Saudita importou da China mercadorias no valor de 261,23 mil milhões de riais em 2025, um aumento de 25,1 % face a 2024 segundo os nossos cálculos, e a China foi a primeira origem das importações do Reino, com uma quota de 27,5 %, segundo a GASTAT. A GACC, por sua vez, regista exportações para a Arábia Saudita no valor de 53,42 mil milhões de dólares, um aumento de 6,7 %. Os dois números descrevem o mesmo fluxo a partir de cada uma das extremidades, mas não coincidem, nem é de esperar que coincidam, por razões metodológicas que explicamos numa secção mais adiante.

Com estes números, mais de um em cada quatro riais que o Reino gasta em importações vai para mercadorias vindas da China, e a quota da China ultrapassa o triplo da quota da segunda origem, os Estados Unidos (8,2 %), segundo os nossos cálculos a partir das percentagens do boletim. As importações provenientes da China cresceram mais depressa do que o total das importações do Reino, que subiu 8,8 %, para 949,83 mil milhões de riais, pelo que a quota da China passou de 23,9 % em 2024 para 27,5 % em 2025. A quota foi de 27,2 % no quarto trimestre de 2025 e de 28,7 % só em dezembro de 2025, segundo o comunicado da GASTAT publicado a 25 de fevereiro de 2026.

O número saudita é o mais adequado quando a sua pergunta incide sobre o próprio mercado saudita: quanto entrou efetivamente no Reino em mercadorias de origem chinesa e que parte de tudo o que o Reino importa cabe à China. Já o número chinês é o mais adequado quando a pergunta incide sobre o lado da oferta: o que as fábricas chinesas expedem e declaram, na exportação, como tendo por destino a Arábia Saudita.

Indicador (lado saudita)ValorPeríodoFonte
Importações sauditas provenientes da China261,23 mil milhões de riais2025Tabelas do Comércio Internacional de Mercadorias 2025
Importações sauditas provenientes da China208,75 mil milhões de riais2024Tabelas do Comércio Internacional de Mercadorias 2025
Variação anualAumento de 25,1 % (segundo os nossos cálculos; a GASTAT não publica esta percentagem)2025 face a 2024Calculada a partir das tabelas de 2025
Quota da China no total das importações sauditas27,5 % (2024: 23,9 %)2025Boletim do Comércio Internacional de Mercadorias 2025
Posição da China entre os países de onde a Arábia Saudita importaPrimeira, seguida dos Estados Unidos (8,2 %) e depois dos Emirados Árabes Unidos (5,7 %)2025Boletim do Comércio Internacional de Mercadorias 2025
Total das importações sauditas de todos os países949,83 mil milhões de riais (aumento de 8,8 %)2025Boletim e tabelas
Exportações sauditas para a China170,38 mil milhões de riais (queda de 2,4 %, segundo os nossos cálculos), sendo a China o primeiro destino das exportações do Reino, com uma quota de 14,6 %2025Tabelas e boletim
Balança comercial saudita com a ChinaDéfice de 90,85 mil milhões de riais2025Tabelas do Comércio Internacional de Mercadorias 2025
Para comparação: exportações da China para a Arábia Saudita (lado chinês)53,42 mil milhões de dólares (aumento de 6,7 %)2025GACC, tabela por países de dezembro de 2025

Os valores da GASTAT são publicados em milhões de riais e arredondámo-los para mil milhões de riais; as variações das importações provenientes da China e das exportações para a China foram calculadas por nós, porque a GASTAT não as publica. A ordenação segue a quota nas importações, tal como no boletim, e não a coluna de posição das tabelas, que ordena os países pelo comércio total. Cada número está na moeda da entidade que o publicou. Números sujeitos a revisão, verificados nas respetivas fontes oficiais em setembro de 2026.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China afirma na sua página das relações bilaterais que a China é o primeiro parceiro comercial da Arábia Saudita. Trata-se de uma caracterização feita pelo lado chinês; nos próprios dados sauditas, a China foi a primeira origem das importações do Reino em 2025, com uma quota de 27,5 %, e o primeiro destino das suas exportações, com uma quota de 14,6 %, segundo o boletim da GASTAT; é esta a referência a usar quando a pergunta é sobre «o maior fornecedor do Reino».

Quais são os números mais recentes do comércio entre a Arábia Saudita e a China em 2026?

Os números chineses mais recentes publicados abrangem janeiro–julho de 2026: o comércio entre os dois países atingiu 58,27 mil milhões de dólares, uma queda de 7,8 % face ao mesmo período de 2025; as exportações da China para a Arábia Saudita, 28,37 mil milhões de dólares, uma queda de 9,6 %; e as suas importações provenientes da Arábia Saudita, 29,90 mil milhões de dólares, uma queda de 6,0 %. Todas as percentagens são acumuladas desde o início do ano e comparadas com os mesmos meses do ano anterior, tal como a GACC as publica.

Período (acumulado)Comércio totalExportações da China para a Arábia SauditaImportações da China provenientes da Arábia SauditaFonte
Janeiro–março de 202624,14 (queda de 10,5 %)12,45 (queda de 0,7 %)11,70 (queda de 18,9 %)GACC, tabela de março de 2026
Janeiro–maio de 202641,92 (queda de 6,0 %)19,57 (queda de 12,7 %)22,36 (aumento de 0,7 %)GACC, tabela de maio de 2026
Janeiro–junho de 202650,08 (queda de 7,3 %)24,20 (queda de 10,3 %)25,87 (queda de 4,4 %)GACC, tabela de junho de 2026
Janeiro–julho de 202658,27 (queda de 7,8 %)28,37 (queda de 9,6 %)29,90 (queda de 6,0 %)GACC, tabela de julho de 2026

Valores em mil milhões de dólares, arredondados a partir das tabelas da GACC publicadas em milhares de dólares; as variações percentuais são acumuladas, tal como foram publicadas. Limitámo-nos aos períodos que verificámos diretamente nas respetivas tabelas. Números preliminares, sujeitos a revisão, verificados nas respetivas fontes oficiais em setembro de 2026.

Uma leitura honesta desta tabela tem limites: as exportações da China para a Arábia Saudita estiveram quase estáveis no primeiro trimestre, com uma queda de 0,7 %; depois, a queda acumulada alargou-se para 12,7 % até maio, antes de se estreitar para 9,6 % até julho. As tabelas oficiais não indicam a razão desta descida, e não vamos presumir uma razão que nenhuma entidade oficial tenha anunciado. As exportações da China para a Arábia Saudita só no mês de julho de 2026 atingiram 4,17 mil milhões de dólares, e a tabela não publica qualquer variação percentual para o mês isolado.

A GACC adverte nas suas notas explicativas que os números mensais mais recentes podem diferir dos publicados anteriormente, porque a verificação prossegue até à publicação do anuário. Todos os números de 2026 estão, portanto, sujeitos a alteração, e é preferível citá-los com a data de consulta.

E quanto a agosto de 2026? Até 13 de setembro de 2026, a GACC não tinha publicado a tabela por países de agosto, que ainda não tem ligação no índice do boletim mensal. Tomando como referência o calendário de publicação de 2025, que fixava a saída do boletim mensal no dia 18 do mês seguinte, e a tabela de julho, datada de 18 de agosto de 2026, espera-se a sua publicação por volta de 18 de setembro de 2026; consulte o próprio índice depois dessa data.

Do lado saudita, o boletim mais recente da GASTAT refere-se a junho de 2026: as importações do Reino provenientes da China nesse mês atingiram 15,48 mil milhões de riais, uma queda de 27,0 % face a junho de 2025, e a China manteve-se como primeira origem das importações, com uma quota de 22,0 %. A GASTAT publicou estes números a 25 de agosto de 2026, e o boletim de julho de 2026 ainda não tinha saído até 13 de setembro de 2026. A queda de junho é a única variação percentual oficial das importações provenientes da China em 2026; já os valores trimestrais, retiramo-los das tabelas da GASTAT e calculamos nós próprios as respetivas quotas:

PeríodoImportações sauditas provenientes da ChinaQuota da China no total das importaçõesFonte
Primeiro trimestre de 202666,49 mil milhões de riais29,6 % (segundo os nossos cálculos)GASTAT, tabelas de junho de 2026
Segundo trimestre de 202657,11 mil milhões de riais25,4 % (segundo os nossos cálculos)GASTAT, tabelas de junho de 2026
Primeiro semestre de 2026123,60 mil milhões de riais (soma dos dois trimestres, segundo os nossos cálculos)27,5 % (segundo os nossos cálculos)GASTAT, tabelas de junho de 2026
Junho de 202615,48 mil milhões de riais (queda de 27,0 % face a junho de 2025)22,0 % (primeira)Boletim de junho de 2026 e respetivas tabelas

Os valores da GASTAT são publicados em milhões de riais e arredondámo-los para mil milhões de riais. Os números de 2026 são preliminares, segundo a própria GASTAT, e são revistos em ficheiros posteriores: a quota da China em maio de 2026, por exemplo, foi publicada como 22,0 % no boletim de maio e ascende a 23,5 % segundo os nossos cálculos a partir dos valores revistos no ficheiro de junho. Verificados nas respetivas fontes oficiais em setembro de 2026.

Não comparamos o primeiro semestre de 2026 com o de 2025, porque os valores trimestrais de 2025 por país provêm de ficheiros publicados em 2025 que a GASTAT não voltou a publicar revistos, pelo que qualquer variação percentual calculada a partir deles seria aproximada e imprópria para citação.

O que importa a Arábia Saudita da China?

A maior categoria que a China exporta para a Arábia Saudita são as máquinas e aparelhos elétricos (capítulo 85 do Sistema Harmonizado), no valor de 11,33 mil milhões de dólares em 2025, ou seja, 21,2 % do total, seguidas das máquinas e aparelhos mecânicos (capítulo 84), com 8,07 mil milhões de dólares, e dos veículos e suas partes (capítulo 87), com 6,28 mil milhões de dólares. Só estes três capítulos representam 48,1 % das exportações da China para o Reino em 2025, segundo os nossos cálculos a partir da tabela da GACC, ou seja, quase metade.

A tabela seguinte apresenta os maiores capítulos, com o respetivo valor e quota em 2025 e nos primeiros sete meses de 2026, e uma ligação para o nosso guia ou página relativo a cada categoria, quando existe.

CapítuloMercadorias2025: mil milhões de dólares (quota)Janeiro–julho de 2026Guias relacionados
85Máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes, incluindo eletrónica, telemóveis e respetivos acessórios e muitos pequenos aparelhos11,33 (21,2 %)5,79 (20,4 %)Eletrónica · Acessórios para telemóveis · Eletrodomésticos
84Caldeiras, máquinas e aparelhos mecânicos, e suas partes, incluindo aparelhos de ar condicionado, linhas de produção e muitos equipamentos pesados8,07 (15,1 %)4,44 (15,6 %)Aparelhos de ar condicionado · Máquinas e linhas de produção · Equipamentos pesados
87Veículos automóveis e outros veículos não ferroviários, e suas partes6,28 (11,8 %)3,17 (11,2 %)Peças automóveis · Acessórios para automóveis · Peças sobresselentes
72Ferro e aço3,27 (6,1 %)1,74 (6,1 %)Importar aço para a Arábia Saudita · Ferro e aço
73Obras de ferro ou aço2,63 (4,9 %)1,40 (5,0 %)Ferro e aço
94Móveis, artigos de cama, aparelhos de iluminação e construções pré-fabricadas2,44 (4,6 %)1,14 (4,0 %)Importar mobiliário para a Arábia Saudita · Mobiliário · Material elétrico e iluminação
39Plásticos e suas obras2,09 (3,9 %)1,21 (4,3 %)Produtos de plástico
98Capítulo chinês específico: mercadorias em regime simplificado e encomendas de comércio eletrónico transfronteiriço1,99 (3,7 %)1,10 (3,9 %)
61Vestuário de malha (tricô)1,10 (2,1 %)0,57 (2,0 %)Vestuário
62Vestuário, exceto de malha0,99 (1,9 %)0,49 (1,7 %)Vestuário
40Borracha e suas obras0,92 (1,7 %)0,57 (2,0 %)

Fonte: Tabela (15) da GACC de dezembro de 2025 e Tabela (15) de julho de 2026, que é a tabela das exportações para países selecionados por capítulos do Sistema Harmonizado. Valores em mil milhões de dólares, arredondados a partir de milhares de dólares. As quotas foram calculadas por nós, dividindo o valor de cada capítulo pelo total das exportações da China para a Arábia Saudita na mesma tabela, e não são publicadas nela. Os nomes dos capítulos seguem o Sistema Harmonizado, porque a tabela indica apenas os respetivos números. Números preliminares, sujeitos a revisão, verificados nas respetivas fontes oficiais em setembro de 2026.

Três observações ajudam a ler a tabela:

  • O ferro e o aço, somados, pesam mais do que parece: os capítulos 72 e 73 atingiram, em conjunto, 5,90 mil milhões de dólares em 2025, ou seja, 11,1 % do total segundo os nossos cálculos, o que coloca os metais ferrosos em quarto lugar se forem contados como uma única categoria.
  • Os eletrodomésticos repartem-se por dois capítulos: os aparelhos de ar condicionado, os frigoríficos e as máquinas de lavar roupa classificam-se habitualmente no capítulo 84, e os pequenos aparelhos elétricos no capítulo 85; por isso, nenhum número de um único capítulo dá a dimensão completa da categoria «eletrodomésticos». A classificação exata do seu produto é determinada pelo respetivo código HS, e não pelo nome comercial.
  • O capítulo 98 é específico da estatística chinesa: a GACC inclui nele as mercadorias em regime simplificado e as encomendas de comércio eletrónico transfronteiriço enviadas por correio e por correio expresso, e atingiu 1,99 mil milhões de dólares em 2025. Estas mercadorias são diversas, pelo que este capítulo não revela o tipo de produto.

O guia do MOFCOM sobre a Arábia Saudita (edição de 2026) enumera as cinco principais categorias que a China exporta para o Reino: aparelhos elétricos (85), máquinas (84), veículos (87), móveis (94) e ferro e aço (72). A sua ordem difere ligeiramente da tabela das alfândegas, que coloca as obras de ferro ou aço (73) à frente dos móveis, e o guia não esclarece que desagregação utilizou.

O que importa a Arábia Saudita da China segundo a estatística saudita?

Segundo os dados da GASTAT, as máquinas e aparelhos mecânicos e elétricos (capítulos 84 e 85) representaram 48,7 % das importações sauditas provenientes da China em 2025, no valor de 127,34 mil milhões de riais, seguidos dos veículos e material de transporte, com 31,76 mil milhões de riais (12,2 %), e dos metais comuns e suas obras, com 29,80 mil milhões de riais (11,4 %). Os valores das secções abaixo são a soma dos valores dos capítulos publicados pela GASTAT, e as quotas foram calculadas por nós.

Secção (capítulos do Sistema Harmonizado)2025: mil milhões de riaisQuota nas importações provenientes da ChinaQuota da China no total das importações do Reino na secção
Máquinas e aparelhos mecânicos e elétricos (84 e 85)127,3448,7 %46,3 %
Veículos, aeronaves, embarcações e material de transporte (86–89)31,7612,2 %24,5 %
Metais comuns e suas obras, incluindo ferro e aço (72–83)29,8011,4 %33,1 %
Matérias têxteis e suas obras, incluindo vestuário (50–63)11,924,6 %48,5 %
Plásticos, borracha e suas obras (39 e 40)10,994,2 %36,8 %
Objetos de arte e mercadorias sujeitas a disposições especiais (97 e 98)10,524,0 %51,0 %
Artigos manufaturados diversos: móveis, iluminação e brinquedos (94–96)9,253,5 %50,5 %

Fonte: tabelas do Comércio Internacional de Mercadorias 2025 da GASTAT, tabela das importações por países e por secções e capítulos do Sistema Harmonizado. Os valores das secções são a soma dos valores dos capítulos publicados em milhões de riais, arredondados para mil milhões de riais, e todas as quotas foram calculadas por nós, não sendo publicadas. Verificados nas respetivas fontes oficiais em setembro de 2026.

Ao nível dos capítulos, as importações sauditas provenientes da China no capítulo 85 (aparelhos elétricos) atingiram 86,69 mil milhões de riais, e a China, sozinha, é a origem de 64,3 % do que o Reino importa neste capítulo, segundo os nossos cálculos. No capítulo 84 (máquinas), atingiram 40,66 mil milhões de riais, com uma quota de 29,0 %; no capítulo 87 (veículos), 26,35 mil milhões de riais, com uma quota de 24,0 %; no capítulo 72 (ferro e aço), 12,89 mil milhões de riais, com uma quota de 51,2 %; e no capítulo 98 (mercadorias sujeitas a disposições especiais), 10,50 mil milhões de riais, com uma quota de 53,7 %. A quota da China atinge 66,6 % das importações do Reino de brinquedos (capítulo 95) e 45,0 % das de móveis e iluminação (capítulo 94), segundo os nossos cálculos.

Em junho de 2026, as máquinas e aparelhos elétricos representaram 45,4 % das importações do Reino provenientes da China, os metais comuns 11,5 % e os veículos e material de transporte 10,8 %, segundo os nossos cálculos a partir das tabelas de junho de 2026, que são preliminares. Estas quotas não coincidem com as quotas da GACC: os capítulos 84 e 85, por exemplo, representam 48,7 % nos dados sauditas contra 36,3 % nos dados da GACC, segundo os nossos cálculos; por isso, não junte as duas fontes numa mesma comparação.

E o que importa a China da Arábia Saudita?

A China importa da Arábia Saudita sobretudo combustíveis minerais: o capítulo 27 (combustíveis e óleos minerais, incluindo o petróleo bruto) atingiu 45,44 mil milhões de dólares em 2025, ou seja, 83,0 % das importações da China provenientes do Reino, segundo os nossos cálculos a partir da Tabela (16) da GACC de dezembro de 2025. Seguem-se os produtos químicos orgânicos (capítulo 29), com 4,00 mil milhões de dólares (7,3 %), os plásticos (capítulo 39), com 2,89 mil milhões de dólares (5,3 %), os minérios, escórias e cinzas (capítulo 26), com 0,93 mil milhões de dólares (1,7 %), e o cobre (capítulo 74), com 0,60 mil milhões de dólares (1,1 %). Em janeiro–julho de 2026, a quota do capítulo 27 foi de cerca de 85,5 %, no valor de 25,56 mil milhões de dólares, segundo a Tabela (16) de julho de 2026.

Em volume, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China indica que a China importou da Arábia Saudita 80,76 milhões de toneladas de petróleo bruto em 2025 e 17,90 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026 (números publicados na unidade «dez mil toneladas», que convertemos em milhões de toneladas). O quadro não é, portanto, simétrico: os dois fluxos têm valores próximos, mas o que a Arábia Saudita vende à China concentra-se num único capítulo, enquanto o que lhe compra se reparte por muitas categorias de produtos manufaturados. É por isso que os números das exportações chinesas para o Reino interessam mais ao importador do que o comércio total: só os combustíveis minerais representam cerca de 42,0 % do comércio total de 2025, segundo os nossos cálculos.

Porque diferem os números da China dos números da Arábia Saudita?

Porque cada entidade regista a mesma remessa com regras diferentes: a GASTAT avalia as importações sauditas numa base CIF e atribui-as ao país de origem, tendo registado importações provenientes da China no valor de 261,23 mil milhões de riais em 2025, ao passo que a GACC avalia as suas exportações numa base FOB e atribui-as ao país de destino conhecido no momento da exportação, tendo registado exportações para a Arábia Saudita no valor de 53,42 mil milhões de dólares. O número saudita equivale a cerca de 69,7 mil milhões de dólares, por conversão nossa à paridade oficial de 3,75 riais por dólar, que não é um número publicado; ou seja, as importações sauditas provenientes da China excedem claramente as exportações chinesas declaradas para o Reino. Estas são as principais razões da diferença, tal como as duas entidades as explicam:

  1. Base de avaliação: as notas explicativas da GACC estabelecem que as importações são avaliadas numa base CIF e as exportações numa base FOB. O número de 53,42 mil milhões de dólares não inclui, portanto, nem o frete nem o seguro até Jidá ou Dammam. Já a GASTAT avalia as importações numa base CIF, incluindo frete e seguro, e as exportações numa base FOB, segundo o relatório de metodologia e qualidade das estatísticas do comércio internacional; assim, a mesma remessa entra na estatística saudita com um valor superior ao que tem na estatística chinesa.
  2. País de atribuição: a GACC atribui as exportações ao país de destino final, isto é, o país onde as mercadorias são consumidas, utilizadas ou objeto de nova transformação; se não for possível determiná-lo, são atribuídas ao último país conhecido para onde foram enviadas no momento da exportação. Assim, as mercadorias chinesas declaradas para os Emirados Árabes Unidos, com destino a centros como Jebel Ali, e depois reexportadas para a Arábia Saudita contam, nos dados chineses, como exportações para os Emirados. Já a GASTAT atribui as importações ao país de origem, que é o país onde decorreu a última fase de fabrico, pelo que as mesmas mercadorias contam, nos dados sauditas, como importações provenientes da China. Esta é uma das principais razões por que o número saudita excede o chinês.
  3. Momento do registo: na China, as exportações são registadas no momento do desalfandegamento de exportação, e as importações são habitualmente registadas no momento da autorização de saída aduaneira no país de chegada. Com uma travessia marítima que dura semanas, uma remessa que a China exportou em dezembro pode ser contabilizada nas importações sauditas de janeiro do ano seguinte.
  4. Moeda e taxa de câmbio: a GACC publica os seus números em yuan e em dólares, e adverte que as variações percentuais nas duas moedas podem não coincidir, enquanto a GASTAT publica em riais. Por isso, não comparamos uma variação percentual calculada numa moeda com outra calculada noutra moeda.
  5. Revisões: os números mensais chineses são revistos até à publicação do anuário, pelo que o número de julho de 2026 hoje publicado pode mudar mais tarde. A GASTAT, por seu lado, classifica os números de 2026 como preliminares e já reviu números mensais em ficheiros posteriores, como a quota da China em maio de 2026.
  6. Cobertura: desde 2019, os dados chineses incluem as encomendas de comércio eletrónico transfronteiriço enviadas por correio e por correio expresso, e excluem as mercadorias em trânsito pela China, a importação e a exportação temporárias e a bagagem dos viajantes.

A conclusão prática: não coloque o número das exportações chinesas ao lado do número das importações sauditas à espera de que coincidam. Se a sua pergunta for sobre a dimensão do mercado saudita e a quota da China nesse mercado, use os números da GASTAT; se for sobre o lado da oferta chinesa e a sua repartição por categorias, use as tabelas da GACC; e indique a fonte e o período com cada número que citar.

O que significam estes números para o importador saudita?

Significam que a China foi a origem de 27,5 % das importações sauditas em 2025, segundo a GASTAT, e que quase metade do que o Reino importa da China (48,7 %, segundo os nossos cálculos) são máquinas e aparelhos elétricos; por isso, o importador destas categorias concorre, na maioria dos casos, com outros importadores que também compram na China. Na prática, retiram-se deles seis pontos:

  • O número global não mede a procura do seu produto: a queda de 9,6 % das exportações da China para a Arábia Saudita em janeiro–julho de 2026 e a descida de 27,0 % das importações do Reino provenientes da China em junho de 2026 são números agregados de todas as categorias, e não significam que a procura do seu produto tenha caído na mesma proporção, nem sequer que tenha caído. A decisão de importar assenta nos dados do seu código HS, nas suas vendas e nos preços dos seus concorrentes, e não no total.
  • Em muitas categorias, a China é a origem dominante: da China vieram 64,3 % das importações do Reino de aparelhos elétricos (capítulo 85) e 51,2 % das de ferro e aço (capítulo 72) em 2025, segundo os nossos cálculos a partir dos dados da GASTAT. Em categorias como estas, não é a origem chinesa da sua mercadoria que o distingue; o que o distingue é a escolha da fábrica, a especificação escrita e a inspeção pré-embarque.
  • O valor FOB não é o seu custo: os números chineses não incluem o frete nem o seguro, e muito menos os direitos aduaneiros, o IVA, as taxas portuárias e o transporte interno. Calcule o custo total de importação (landed cost), e não apenas o preço de fábrica; consulte o custo real de importar da China.
  • As grandes categorias estão muitas vezes sujeitas a regulamentos técnicos: muitos produtos dos capítulos 85, 84 e 87 precisam de certificados de conformidade emitidos através da plataforma SABER antes da autorização de saída, e o requisito depende do código HS específico do seu produto. Verifique-o antes da produção, e não depois do embarque; consulte o guia dos certificados de conformidade e da SABER e o guia da SABER, da FASAH e dos portos de Jidá e Dammam.
  • As variações das quotas são um sinal a acompanhar, e não uma base de decisão: a quota dos plásticos (capítulo 39) subiu de 3,9 % em 2025 para 4,3 % em janeiro–julho de 2026, e a quota dos móveis e iluminação (capítulo 94) desceu de 4,6 % para 4,0 %, segundo os nossos cálculos. Mas a comparação de sete meses com um ano completo é afetada pela sazonalidade dos embarques, pelo que não se devem tomar decisões com base nela antes da publicação dos números do ano completo.
  • O calendário faz parte do custo: planeie as suas encomendas em função das épocas de produção chinesas, a começar pelo feriado do Ano Novo Chinês, durante o qual muitas fábricas param; consulte o planeamento da produção em torno do Ano Novo Chinês.

A dimensão destas exportações também o ajuda na negociação: se o seu produto pertence aos grandes capítulos, o mais provável é que muitas fábricas já o exportem para o Reino e conheçam os requisitos desse mercado; por isso, não aceite que um fornecedor trate os certificados de conformidade ou as especificações do mercado saudita como um pedido invulgar.

Como começar a importar da China para a Arábia Saudita?

Comece por determinar o código HS do seu produto e os respetivos requisitos de conformidade; depois, verifique o fornecedor e aprove uma amostra, inspecione a mercadoria antes do embarque e expeça-a por via marítima, com cerca de 18 a 35 dias de navegação até Jidá, Dammam ou Jubail, consoante os portos de carga e de descarga. Esta página trata dos números; os passos estão detalhados em guias próprios:

  1. Guia passo a passo para importar da China para a Arábia Saudita: a sequência do trabalho, desde a preparação regulamentar até à chegada do contentor.
  2. Guia da SABER, da FASAH e dos portos de Jidá e Dammam: a conformidade, a declaração aduaneira e os pontos de entrada.
  3. Como encontrar um fornecedor chinês verificado e porque deve auditar a fábrica.
  4. Inspeção pré-embarque e critérios AQL.
  5. Frete da China para a Arábia Saudita e contentor completo (FCL) ou grupagem (LCL).

Algumas categorias têm guias próprios para a Arábia Saudita: eletrodomésticos, aparelhos de ar condicionado, peças automóveis, aço, mobiliário, acessórios para telemóveis, ladrilhos cerâmicos e brinquedos.

O papel da Alshumul na sua importação da China para a Arábia Saudita

A Alshumul Serviços Comerciais é uma empresa de serviços de importação sediada em Guangzhou que trabalha no lado chinês da cadeia: desde a procura da fábrica até à chegada da remessa ao porto de descarga na Arábia Saudita. Concretamente, prestamos os seguintes serviços:

  • Procura e verificação de fábricas, distinguindo a fábrica do intermediário comercial, com auditoria de fábrica e visita quando necessário.
  • Pedido e acompanhamento de amostras até à aprovação de uma amostra de referência.
  • Negociação direta em chinês com a fábrica sobre a especificação, o preço e as condições de pagamento e de entrega.
  • Acompanhamento da produção e, depois, inspeção pré-embarque com relatório fotográfico.
  • Organização do transporte através de companhias de navegação, transitários e consolidadores, em contentor completo ou em grupagem, com acompanhamento até ao porto de descarga.
  • Revisão dos documentos antes da partida do navio: a fatura, a lista de embalagem, o conhecimento de embarque (B/L), o certificado de origem e os relatórios de ensaio exigidos pelo dossiê de conformidade, para que todos coincidam entre si.

Os limites do nosso papel são claros: não temos armazém e não fazemos nós próprios a consolidação das mercadorias; organizamo-la com consolidadores especializados. Os certificados SABER, o desalfandegamento através da FASAH e quaisquer licenças de importação dentro da Arábia Saudita ficam a cargo do importador e do seu despachante oficial licenciado, e não prestamos aconselhamento jurídico. Os números desta página servem de orientação para o planeamento e não constituem uma recomendação comercial ou de investimento. Se pretende que alguém acompanhe o lado chinês da sua encomenda, conheça os nossos serviços ou contacte-nos.

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Perguntas frequentes sobre este tema

As perguntas mais frequentes antes de importar da China: custos, fábricas, qualidade, envio e pagamento.

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Atingiu 108,16 mil milhões de dólares, um aumento de 0,5 % face a 2024, segundo a tabela da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) de dezembro de 2025. Deste total, as exportações chinesas para a Arábia Saudita valeram 53,42 mil milhões de dólares e as importações chinesas provenientes da Arábia Saudita 54,74 mil milhões de dólares. O mesmo número está publicado pelo Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e é preliminar e sujeito a revisão. A Autoridade Geral de Estatística (GASTAT), por sua vez, regista um comércio total da Arábia Saudita com a China de 431,60 mil milhões de riais em 2025.

Exportou 53,42 mil milhões de dólares, um aumento de 6,7 % face a 2024, segundo as alfândegas chinesas, contra 50,05 mil milhões de dólares em 2024 e 30,32 mil milhões de dólares em 2021, segundo o guia do MOFCOM. O valor é calculado numa base FOB, ou seja, sem frete nem seguro.

Segundo a Autoridade Geral de Estatística (GASTAT), as importações sauditas provenientes da China foram de cerca de 261,23 mil milhões de riais em 2025, contra 208,75 mil milhões de riais em 2024, ou seja, um aumento de 25,1 % segundo os nossos cálculos, e representaram 27,5 % do total das importações do Reino, que ascendeu a 949,83 mil milhões de riais. Este número não coincide com o das exportações chinesas, de 53,42 mil milhões de dólares, devido às diferenças na base de avaliação, no país de atribuição, no momento do registo e na moeda.

Sim. Segundo a GASTAT, a China foi a primeira origem das importações sauditas em 2025, com uma quota de 27,5 %, seguida dos Estados Unidos, com 8,2 %, e depois dos Emirados Árabes Unidos, com 5,7 %, e manteve o primeiro lugar em todos os boletins mensais de 2026 até junho, mês em que a sua quota foi de 22,0 %. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China descreve-a igualmente como o primeiro parceiro comercial da Arábia Saudita.

Segundo a tabela da GACC de 2025: máquinas e aparelhos elétricos (capítulo 85), com 11,33 mil milhões de dólares, ou seja, 21,2 %; depois, máquinas e aparelhos mecânicos (84), com 8,07 mil milhões de dólares, ou seja, 15,1 %; veículos e suas partes (87), com 6,28 mil milhões de dólares, ou seja, 11,8 %; ferro e aço e suas obras (72 e 73), com 5,90 mil milhões de dólares em conjunto; móveis e iluminação (94), com 2,44 mil milhões de dólares; e plásticos (39), com 2,09 mil milhões de dólares. As quotas foram calculadas a partir dos valores da tabela e não são publicadas nela. Do lado saudita, as máquinas e aparelhos elétricos representaram 48,7 % das importações do Reino provenientes da China em 2025, no valor de 127,34 mil milhões de riais, segundo os nossos cálculos a partir dos dados da GASTAT.

Os números chineses mais recentes publicados abrangem janeiro a julho de 2026: comércio de 58,27 mil milhões de dólares, uma queda de 7,8 % face ao mesmo período de 2025; exportações da China para a Arábia Saudita de 28,37 mil milhões de dólares, uma queda de 9,6 %; e importações provenientes da Arábia Saudita de 29,90 mil milhões de dólares, uma queda de 6,0 %. Do lado saudita, as importações do Reino provenientes da China em junho de 2026 foram de cerca de 15,48 mil milhões de riais, uma queda de 27,0 % face a junho de 2025, segundo a GASTAT. As entidades oficiais não indicaram a razão da descida, e os números estão sujeitos a revisão.

Até 13 de setembro de 2026, a GACC não tinha publicado a tabela por países de agosto de 2026. Tomando como referência o seu calendário de publicação de 2025, que fixava a saída do boletim mensal no dia 18, e a publicação da tabela de julho com data de 18 de agosto, espera-se que seja publicada por volta de 18 de setembro de 2026.

Sobretudo combustíveis minerais: o capítulo 27, que inclui o petróleo bruto, atingiu 45,44 mil milhões de dólares em 2025, ou seja, 83,0 % das importações da China provenientes da Arábia Saudita, seguido dos produtos químicos orgânicos, com 4,00 mil milhões de dólares, e dos plásticos, com 2,89 mil milhões de dólares. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China indica que a China importou da Arábia Saudita 80,76 milhões de toneladas de petróleo bruto em 2025.

Sim, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, mas a diferença em 2025 foi estreita: 108,16 mil milhões de dólares para a Arábia Saudita contra 108,00 mil milhões de dólares para os Emirados Árabes Unidos na tabela da GACC, ou seja, cerca de 155 milhões de dólares. A diferença alargou-se em janeiro a julho de 2026 para 58,27 mil milhões de dólares para a Arábia Saudita contra 42,50 mil milhões de dólares para os Emirados.

Por razões metodológicas: a GACC avalia as suas exportações numa base FOB, sem frete nem seguro, e atribui-as ao país de destino conhecido no momento da exportação, pelo que as mercadorias declaradas para os Emirados Árabes Unidos e depois reexportadas para a Arábia Saudita contam como exportações para os Emirados. Já a GASTAT avalia as importações numa base CIF e atribui-as ao país de origem, pelo que as mesmas mercadorias contam como importações provenientes da China. Por estas e outras razões, a Arábia Saudita registou importações provenientes da China no valor de 261,23 mil milhões de riais em 2025, um número que excede as exportações chinesas declaradas para o Reino, de 53,42 mil milhões de dólares, mesmo depois de convertido à paridade oficial. Acrescem as diferenças no momento do registo e na moeda, bem como as revisões posteriores dos números.

Por via marítima, 18 a 25 dias de navegação desde os portos do sul da China até Jidá, 22 a 32 dias até Dammam e 25 a 35 dias até Jubail, a que se somam uma a duas semanas para a reserva e o carregamento e três a sete dias para o desalfandegamento e o transporte interno, num total habitual de 30 a 45 dias até ao seu armazém. Por via aérea, 5 a 12 dias até ao seu armazém. Os prazos são aproximados e variam consoante a época do ano.

Comece por determinar o código HS do seu produto e os respetivos requisitos de conformidade na plataforma SABER antes de negociar; depois, verifique o fornecedor e aprove uma amostra, acorde uma condição de entrega e um meio de pagamento que o protejam e inspecione a mercadoria antes do embarque; em seguida, expeça-a e desalfandegue-a através da plataforma FASAH com um despachante oficial licenciado. Os pormenores estão no guia passo a passo para importar da China para a Arábia Saudita, no blogue da Alshumul.

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